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A MASCULINIDADE É VIOLENTA: SUBVERTAM!

Faz uns dias a Subversiva publicou este importante texto no seu Instagram e mandou pra mim: 

Ser um agente masculino em nossa sociedade é suprimir tudo aquilo que é tido como fraqueza, e muitas vezes, essa fraqueza são elementos tidos e expostos como feminilidade.

Todo homem que desvie desse padrão de masculinidade deve ser punido. E toda mulher que também desvirtue do seu papel de gênero deve ser punida. E quando os homens fracassam nessa ótica do que eles deveriam ser e ter, atacam todos aqueles outros que não fazem parte dessa teatralidade de papéis.

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Quando um homem fracassa no que ele entende como lugar no mundo por direito, ele se refugia em seus iguais. Ele busca a solidariedade em quem, assim como ele, fracassou.

Esse ressentimento em relação à sociedade e essa busca eterna pelo poder, o desejo de ter o lugar que “é seu por direito”, faz com que homens e meninos busquem na deep web um espaço de acolhimento para as suas frustrações.

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A minha geração cresceu com a popularização da internet que tornou-se terreno fértil para que homens com inabilidade social e que fracassaram na ideia de potência de sua própria masculinidade proliferassem ódio a todos aqueles que entendem como culpados pelos problemas do seu mundo ideal.

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Surge então a figura do INCEL , que muitas vezes é encarada não como um problema social, e sim como uma parcela mínima da população masculina que não devemos levar muito a sério, pois o potencial destrutivo é mínimo.

Em qualquer ida ao 4chan, ou a grupos de vocês sabem quem no telegram ou wpp, é possível observar o mesmo padrão: fetichismo em relação a armas, exaltação à masculinidade viril, ódio a tudo aquilo que é diferente, e culto à própria masculinidade. Por ser um sintoma social subjetivo, e não físico, material, não levamos tão a sério o que cientistas sociais, antropólogos, feministas, e tantos outros expõem há décadas: MASCULINIDADE MATA.

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Quando a mídia reportou sobre o massacre em Suzano, a tragédia foi anunciada sem expor os contornos da situação, os atiradores — um jovem e um homem adulto — atiraram de forma letal contra mulheres, e de forma não letal contra homens. O massacre de Realengo havia sido nesse mesmo padrão.

Por que essas informações não foram massivamente veiculadas? Há muitos outros massacres com esse mesmo perfil.

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No início deste ano o assassinato de Sol também não permeou os debates de ódio às mulheres e grupos de incels na internet, mesmo que o assassino tenha escrito que odiava mulheres tanto no seu livro, que foi enviado a Lola Aronovich, quando em vários fóruns da internet. Por que não nos debruçamos sobre a materialidade que compõe esse tipo de crime?

Lola Aronovich não conhecia o assassino do caso de Sol , mas ele a conhecia. Lola é autora de um blog feminista desde 2008, professora de Literatura em Língua Inglesa na Universidade Federal do Ceará, casada, e foi/é vítima de ódio massivo desses grupos de incels, que à época nomeou de MASCUS em seu blog.

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Recomendo que pesquisem sobre o CASO LOLA ARONOVICH pois ela e sua família foram/são perseguidas por incels, que Olavo de Carvalho ajudou a divulgar. E apenas um adendo breve, pois, nesse caso, o hackerativismo do Anonymous foi fundamental para que a resolução fosse positiva.

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Em abril de 2018 foi sancionada a lei nº 13.642/18, conhecida como lei Lola, que concerne à investigação de crimes praticados por meio da rede mundial de computadores que difundam conteúdo misógino, definidos como aqueles que propagam o ódio ou a aversão às mulheres.

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Mas, como a maior parte das leis no Brasil, não há efetividade no cumprimento desta lei. Qualquer ida a vários sites podem comprovar tal questão, é uma estrutura complexa e precisamos modificá-la desde já.

Subvertam!

O post “A MASCULINIDADE É VIOLENTA: SUBVERTAM!” foi publicado em 28th July 2021 e pode ser visto originalmente na fonte Escreva Lola Escreva

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